Antes de iniciar a análise da sondagem, é importante destacar que ela foi direcionada exclusivamente aos seguidores do canal Politicamente Incensurável no Instagram. Para contextualizar os resultados obtidos, é fulcral recorrer à sondagem realizada no dia 3/11/2024, que revela a orientação política dos nossos seguidores. Os apoiantes do CHEGA representam a maior fatia, correspondendo a 60% dos seguidores, seguidos por 23% de apoiantes da Iniciativa Liberal (IL) e 13% da Aliança Democrática (AD). Em contraste, apenas 3% dos seguidores se identificam com quadrantes de esquerda.
Tomaste a vacina contra a Covid-19? E se fosse hoje, tomarias novamente?
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| Tomaste a vacina contra a Covid-19? E se fosse hoje, tomarias novamente? |
Total de inquiridos: 2593
Sondagem realizada a: 30 de dezembro (Duração de 1 dia)
De acordo com os dados apurados na sondagem, a opção mais escolhida entre os inquiridos foi a das pessoas que tomaram a vacina, mas que se arrependeram dessa decisão, com 1401 votos (54,03% do total). Em seguida, surgem as pessoas que tomaram a vacina e não manifestaram qualquer arrependimento, representando 616 votos (23,76% da amostra). Por outro lado, 576 pessoas (22,21%) afirmaram não ter tomado a vacina.
Importa novamente contextualizar que esta sondagem foi direcionada aos seguidores da página Politicamente Incensurável, que, segundo a sondagem realizada no dia 3 de novembro, são compostos maioritariamente por pessoas com alinhamento ideológico à direita do espetro político português.
A predominância de respostas de pessoas que se arrependeram de tomar a vacina (54,03%) ou que não a tomaram (22,21%) reflete uma significativa falta de confiança no processo de vacinação dentro do espetro político da direita portuguesa. Mais especificamente, evidencia a perceção de que houve uma forte pressão exercida, tanto por órgãos governamentais quanto por empresas privadas, que, ao condicionarem a vacinação ao acesso a determinados direitos ou oportunidades, criaram um ambiente em que muitas pessoas se sentiram compelidas a vacinar-se para evitar possíveis situações de discriminação.
Este resultado da sondagem vai ao encontro do que foi referido no estudo divulgado pela Câmara dos Representantes dos EUA sobre a pandemia da Covid-19.
Conclusões do Estudo da Câmara dos Representantes dos EUA sobre a pandemia Covid-19
Principais conclusões do Estudo (Fonte do relatório: RELATÓRIO FINAL - COVID (HOUSE))
- Os confinamentos prolongados e as imposições arbitrárias causaram danos graves — devastação económica, crises de saúde mental e perdas históricas na aprendizagem — sem um suporte científico robusto.
- As políticas ignoraram a imunidade natural, promovendo mandatos que minaram a confiança pública e prejudicaram a perceção da ciência.
- A OMS e os CDC foram comprometidos por interferências políticas, oferecendo orientações inconsistentes e pouco científicas, o que alimentou a desconfiança do público.
- Principais intervenientes, incluindo agências federais e a administração de Cuomo, obstruíram ativamente esforços de supervisão e ocultaram provas cruciais.
Assim, conclui-se que, embora em Portugal as liberdades individuais tenham sido respeitadas, ao contrário de outros países ocidentais onde a vacina foi quase imposta, foi notável a pressão sentida por uma boa parte do espetro político da direita, que, hoje, se arrepende de ter tomado a vacina. Este cenário reforça a importância de, em eventuais situações futuras de saúde pública, garantir que as liberdades individuais sejam sempre preservadas, evitando políticas coercivas que possam gerar desconfiança e divisão social.
