Sondagem PoliticamenteIncensuravel: Quanto deve o estado interferir na vida das pessoas? - 15/12/2024

Antes de iniciar a análise da sondagem, é importante destacar que ela foi direcionada exclusivamente aos seguidores do canal Politicamente Incensurável no Instagram. Para contextualizar os resultados obtidos, é fulcral recorrer à sondagem realizada no dia 3/11/2024, que revela a orientação política dos nossos seguidores. Os apoiantes do CHEGA representam a maior fatia, correspondendo a 60% dos seguidores, seguidos por 23% de apoiantes da Iniciativa Liberal (IL) e 13% da Aliança Democrática (AD). Em contraste, apenas 3% dos seguidores se identificam com quadrantes de esquerda.

Quanto deve o Estado interferir na vida das pessoas?

Quanto deve o Estado interferir na vida das pessoas?

Total de inquiridos: 1349
Sondagem realizada a: 15 de dezembro (Duração de 1 dia)

De acordo com os dados apurados na sondagem, a opção mais escolhida entre os inquiridos foi a de uma interferência estatal entre 0% e 25%, com 1078 votos (aproximadamente 80% do total). Em seguida, surgem as pessoas que preferem uma interferência moderada do Estado, entre 26% e 50%, representando 220 votos (cerca de 16% da amostra). Por outro lado, 30 pessoas (2%) indicaram aceitar uma intervenção entre 51% e 75%. Por fim, apenas 21 pessoas (1%) defenderam uma elevada interferência estatal, entre 76% e 100%.

Importa novamente contextualizar que esta sondagem foi direcionada aos seguidores da página Politicamente Incensurável, que, segundo a sondagem realizada no dia 3 de novembro, são compostos maioritariamente por pessoas com alinhamento ideológico à direita do espetro político português.

A predominância de respostas favoráveis a uma mínima interferência estatal (80% dos votos na faixa 0%-25%) reflete uma convergência significativa entre os liberais e apoiantes do CHEGA (conservadores) no que diz respeito ao papel do Estado. Embora existam diferenças claras no campo social, este resultado sugere que, em termos de intervenção estatal, ambas as correntes partilham uma visão semelhante, com o libertarianismo a surgir como um possível ponto de encontro ideológico.

A reduzida percentagem de respostas a favor de uma intervenção estatal mais elevada (apenas 3% nas faixas superiores a 51%) alinha-se com a pequena percentagem de eleitores de esquerda que seguem a página Politicamente Incensurável. Este dado sugere que esses inquiridos pertencem a diferentes quadrantes da esquerda, ora do centro-esquerda ora da extrema-esquerda.

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