A geração mais conservadora de sempre
Nos últimos anos, temos assistido a uma viragem à direita na política europeia e mundial, o que se contrapõe aos anos anteriores, visto que desde há algum tempo, o mundo se vinha a tornar cada vez mais liberal.
Começando pelo nosso belo país, onde ocorreu um grande crescimento de partidos à direita do espectro político. Em 2019, por exemplo, o Chega, partido nacional-conservador, conseguiu eleger um deputado nas eleições legislativas. Em 2025, é a segunda força política nacional, tendo conseguido ultrapassar o histórico Partido Socialista em número de deputados, algo nunca antes feito na história da democracia em Portugal.
Em Espanha, o partido Vox está muitíssimo bem colocado nas sondagens, tendo-se já encostado ao PP e ao PSOE, partido do atual Presidente do Governo Espanhol. De recordar que este partido foi fundado em 2013, por Santiago Abascal e não pára de crescer desde então, sendo já peça fundamental no jogo político do nosso único país vizinho.
Viajamos para França, onde a Rassemblement National é o partido mais representado no Parlamento. De recordar que a sua líder, Marine Le Pen, esteve envolvida em controvérsias com fundos do Parlamento Europeu, isto trocado por miúdos é - "desviou dinheiro". Com essa informação em mente, milhares de franceses foram para as ruas pedir amnistia, algo muito parecido com aquilo que está a acontecer atualmente no Brasil (já vamos lá), o que demonstra a grande lealdade deste eleitorado.
No Reino Unido, o Reform UK, de Nigel Farage, já está em primeiro nas sondagens, com maioria absoluta, inclusive. Lembrar que, há um ano, o povo britânico deu maioria absoluta aos Trabalhistas, o que não está a correr mesmo nada bem e demonstra a velocidade a que esta revolução está a acontecer. O povo já vai para a rua de forma bastante regular a defender a Monarquia e a Bandeira, algo impensável há uns anos. A esquerda está a cair!
Brasil: antiga colónia portuguesa e casa de Jair Messias Bolsonaro, que foi condenado a mais de 27 anos de prisão, o que originou uma "onda patriota" no país. Eu sou muito crítico deste "patriotismo brasileiro", uma vez que defende mais os Estados Unidos do que o próprio Brasil, mas é inegável que o país está sob uma verdadeira ditadura judicial, comandada por Alexandre de Moraes. Para aprofundar mais o tema, e perceber bem a dimensão deste problema, recomendo assistir ao documentário "The Fake Judge", publicado pelo Sérgio Tavares.
Nos Estados Unidos, o movimento “Make America Great Again”, liderado por Donald Trump, voltou a ganhar força, mesmo depois de anos de perseguição judicial e censura mediática. O resultado desta viragem é visível: desde que Trump tomou posse enquanto Presidente, a 20 de janeiro, os EUA firmaram o seu papel de potência mundial, reforçaram o controlo das suas fronteiras e atuaram em diversos conflitos internacionais, como a Guerra em Gaza, onde já conseguiram um cessar-fogo, ou a Guerra Russo-Ucraniana, onde parece estar cada vez mais próximo (se o Putin não se lembrar de ser completamente maluco novamente).
A Argentina, com Javier Milei, vai por um caminho parecido. A grande diferença é que o país enfrentava uma grandiosíssima crise de inflação, que está a ser totalmente reparada num muito curto espaço de tempo. Mesmo assim, nas eleições locais em Buenos Aires, a esquerda ganhou... Pronto, isto é mais um desabafo, mas o facto é que a Argentina se pode vir a tornar num grande país, e o maior culpado é Milei, que, tal como os restantes líderes da direita, é alguém que fala sem filtros, porque a sua missão não é agradar, é fazer a "Argentina Grande Novamente" - não é que já tenha sido muito grande, mas a ideia está lá. O lema desta revolução na Argentina é de fácil compreensão e de extremo valor: "Viva la libertad, carajo", porque é isso que a direita, o nacionalismo e o Cristianismo representam: a liberdade.
E vamos lá então falar dos culpados e dos mensageiros desta onda nacionalista e cristã.
Começando pelos culpados:
- corrupção
- imigração descontrolada
- subida de preços
- e promessas por cumprir
Quanto aos mensageiros desta revolução: influencers e redes sociais são as palavras-chave.
Todos os partidos que estão a crescer têm grande presença online. Em Portugal, André Ventura, Rita Matias, Pedro Frazão e outros deputados produzem conteúdos para as redes.
Mas nomes como Alexandre Sousa, Andreia Viegas e Gonçalo Sousa, os "novos jornalistas", levam esta missão à juventude, com Deus no centro. O que não faltam por aí são criadores de conteúdo que difundem este tradicionalismo religioso e o nacionalismo...
Em suma, o que estamos a viver não é apenas uma mudança eleitoral, é um despertar civilizacional. Depois de décadas de globalismo, relativismo e decadência moral, os povos voltam a procurar as suas raízes, a sua fé e o seu orgulho nacional. A direita, que outrora parecia extinta, regressa agora com um rosto jovem e, acima de tudo, fiel à tradição.
