Porque Portugal e os EUA não são países de primeiro mundo
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| EUA e Portugal não são países de primeiro mundo - Opinião de Simão Pinto de Sá |
Tradicionalmente, as pessoas associam países de primeiro mundo ao “American Dream”, aos países europeus e até à revolução chinesa no campo tecnológico. Tudo isto não passam, no fim de contas, de ilusões, criadas através de uma cultura que nos é incutida, em que capital = país avançado, em que todas as modas são boas e em que pertencer a algo nos coloca automaticamente num patamar superior.
A verdade é que são as ações e a forma como lidamos com crises que nos definem, e é por isso que os EUA e Portugal têm muito que aprender, como demonstram os exemplos que se seguem.
Enquanto nos EUA a ICE viola constantemente os direitos humanos e trata imigrantes como animais, em Portugal um erro bastou para extinguir o SEF. Este “8 ou 80” demonstra, em toda a sua plenitude, uma incapacidade de lidar verdadeiramente com problemas e revela, por parte dos governantes, a ausência de um verdadeiro espírito reformista.
Venham atirar a palha que quiserem com os argumentos de que “os EUA são uma potência por alguma razão” e de que “só este tipo de capitalismo pode levar um país ao sucesso”. Um país opressor na ordem interna e externa, sem saúde pública e sem serviços mínimos de coesão social, não é um país de primeiro mundo. Um país em que, segundo o Bank of America, 29% das pessoas vivem de paycheck to paycheck, sujeitas à ruína caso tenham de pagar uma conta hospitalar, não é um país de primeiro mundo.
A falta de conhecimento destas pessoas é enorme; tanto assim é que desconhecem os problemas do próprio território e acreditam em tudo o que aparece na internet e nos média. É lamentável que não tenham literacia suficiente para se lembrarem de que até os filósofos mais capitalistas e liberais, como Adam Smith, reconheciam que um país onde as pessoas não têm liberdade financeira acaba por não ser, no fim de contas, um país livre.
Os EUA vivem numa bolha — uma bolha perigosa — e, ainda assim, muitos portugueses querem importar esse modelo para o nosso território.
Se, por um lado, os EUA são extremistas num sentido, nós somos no sentido oposto. Uma morte no SEF? Que se extinga o organismo, em vez de se culparem os responsáveis e se reformar o sistema. Era imigrante? Então que se deixe entrar toda a gente, sem sequer verificar o básico. O resultado está à vista, e as pessoas que permitiram isto em nome de quem vem de países mais pobres estão a ser cúmplices, quer por muitas dessas pessoas não terem condições básicas para viver cá, quer por lhes venderem um sonho irrealista.
Imigração? Sim, que venham, porque Portugal precisa, de facto. Mas que se dê dignidade às pessoas e que se traga, idealmente, mão de obra qualificada (admito que se deva aceitar alguma mão de obra não qualificada, já que muitos portugueses não estão dispostos a certos empregos). Estes e outros problemas, aliados a um Estado extremamente pesado em matérias desnecessárias e sem verdadeiro apoio ao tecido empresarial, impedem-nos de avançar e fazem com que estejamos sempre atrás do pelotão.
O caminho para Portugal passa pela reforma, pela diminuição de impostos e por um Estado mais pequeno, mas mais eficaz nas áreas fundamentais, como a educação e a saúde. Tenho orgulho nos Descobrimentos, mas gostaria também de ter orgulho no estado atual do meu país e nas suas políticas. Sejamos francos: um país dependente da União Europeia nunca será um país de primeiro mundo (não defendo, obviamente, a saída, até porque é a UE que sustenta os alicerces deste Estado decadente).
Concluo de forma franca e direta: deixemo-nos de ilusões e de contos de fadas. Ou acordamos agora, ou estaremos sujeitos a ser ainda mais submissos do que já somos perante países que desrespeitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como os EUA.
Os EUA vivem numa bolha — uma bolha perigosa — e, ainda assim, muitos portugueses querem importar esse modelo para o nosso território.
Se, por um lado, os EUA são extremistas num sentido, nós somos no sentido oposto. Uma morte no SEF? Que se extinga o organismo, em vez de se culparem os responsáveis e se reformar o sistema. Era imigrante? Então que se deixe entrar toda a gente, sem sequer verificar o básico. O resultado está à vista, e as pessoas que permitiram isto em nome de quem vem de países mais pobres estão a ser cúmplices, quer por muitas dessas pessoas não terem condições básicas para viver cá, quer por lhes venderem um sonho irrealista.
Imigração? Sim, que venham, porque Portugal precisa, de facto. Mas que se dê dignidade às pessoas e que se traga, idealmente, mão de obra qualificada (admito que se deva aceitar alguma mão de obra não qualificada, já que muitos portugueses não estão dispostos a certos empregos). Estes e outros problemas, aliados a um Estado extremamente pesado em matérias desnecessárias e sem verdadeiro apoio ao tecido empresarial, impedem-nos de avançar e fazem com que estejamos sempre atrás do pelotão.
O caminho para Portugal passa pela reforma, pela diminuição de impostos e por um Estado mais pequeno, mas mais eficaz nas áreas fundamentais, como a educação e a saúde. Tenho orgulho nos Descobrimentos, mas gostaria também de ter orgulho no estado atual do meu país e nas suas políticas. Sejamos francos: um país dependente da União Europeia nunca será um país de primeiro mundo (não defendo, obviamente, a saída, até porque é a UE que sustenta os alicerces deste Estado decadente).
Concluo de forma franca e direta: deixemo-nos de ilusões e de contos de fadas. Ou acordamos agora, ou estaremos sujeitos a ser ainda mais submissos do que já somos perante países que desrespeitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como os EUA.
