Deus, Pátria e um Rei que Governe
Hoje, muitos monárquicos falam da Monarquia Liberal como se fosse a solução para os problemas de Portugal. Mas a verdade é clara: uma Monarquia Liberal é, na prática, uma República com um Rei a enfeitar. O monarca não governa, limita-se a assinar papéis e a andar em cerimónias, enquanto o verdadeiro poder passa para parlamentos, eleitos por pessoas que mudam de opinião conforme o vento.
A história de Portugal mostra a força que uma Monarquia verdadeira representa. D. Afonso Henriques construiu a nossa nação com firmeza, tendo defendido a nossa independência e assegurado a unidade do território, tanto que até hoje não temos movimentos separatistas, como Espanha tem (há muitos outros motivos para tal, mas este é um deles). D. João V, o nosso Rei-Sol, governou com autoridade, consolidando a riqueza e o prestígio do país e fortalecendo o Estado. El-Rei D. Manuel I expandiu completamente os nossos horizontes, através dos Descobrimentos. Todos estes Reis sabiam que o monarca é o centro da nação e que a autoridade real não se pode delegar nem limitar a fotos para calendários.
A Monarquia Liberal, que se iniciou em Portugal em 1822, destruiu isso. Tornou o Rei num belo enfeite, enquanto parlamentos e governos decidem o destino do país. Um monarca colocado numa "Monarquia" deste estilo não governa, apenas fica a ver os plenários do Parlamento através da RTP (ou equivalente) e assina papéis...
Os defensores desta "República Coroada" dizem que é um bom sistema, porque "equilibra os poderes" e "garante a participação do povo". Mas a verdade é que este "equilíbrio" dilui o poder real, tornando o Rei inútil e o país vulnerável. A participação do povo, a tão famosa e querida democracia, é manipulada por partidos que NUNCA se preocupam com o bem da nação, até porque são sempre os mesmos que estão no poder, às vezes ganham os vermelhos, outras vezes os laranjas, e fica tudo na mesma!
Portugal precisa de restaurar uma verdadeira Monarquia, precisa de um Rei que governe, escolha ministros e assegure a unidade e estabilidade do Reino. A experiência histórica mostra que este modelo é o único que funciona: sob os governos de D. João V, D. Manuel e de D. Afonso Henriques, os exemplos que dei anteriormente, Portugal era forte, respeitado e estável. A participação do povo pode existir, mas deve ser limitada, preservando o equilíbrio entre autoridade, liberdade, tradição e modernidade.
Recuperar a autoridade real não é "andar p'rá trás", como se diz por aí, é restaurar a ordem natural das coisas. É devolver a Portugal a dignidade que sempre teve, garantindo estabilidade, segurança e continuidade. A Monarquia Liberal funciona com um Rei de enfeite, o que até vem a calhar, já que estamos quase no Natal, até poupamos dinheiro nas bolas para pôr na árvore, mas no resto do ano nem para isso serve o monarca...
Portugal precisa de uma Monarquia "a sério", como aquela que sempre teve. Só assim teremos um país forte, digno e fiel à sua história.
