Chefe de Gabinete de Milei aplica "motosserra" e restringe uso de automóveis oficiais no governo argentino

Manuel Adorni, nomeado por Javier Milei a 31 de outubro de 2025, após a renúncia de Guillermo Francos para o cargo de Chefe de Gabinete de Ministros da Nação Argentina, deu já um sinal claro da nova etapa do governo. O porta-voz e agora ministro oficializou um novo e significativo corte de despesas, suspendendo a atribuição automática de automóveis oficiais e motoristas a funcionários públicos. A decisão, enquadrada na política de austeridade fiscal de Javier Milei, entrou em vigor a 16 de dezembro.

Motossera de Milei
A política de cortes na frota do Estado implementada pela administração argentina

Fim dos veículos oficiais como benefício automático

De acordo com a resolução interna, todos os funcionários, agentes e empregados dependentes da Chefia de Gabinete deixam de ter direito automático a veículos oficiais. A medida procura eliminar privilégios discricionários, reforçar a eficiência administrativa e otimizar a utilização dos recursos do Estado num contexto de forte ajuste orçamental.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Infobae, a Chefia de Gabinete dispunha até agora de uma frota de 78 viaturas, distribuídas sem critérios homogéneos entre funcionários de diferentes níveis hierárquicos.

Novo sistema: pedidos justificados e autorizações excecionais

A partir de agora, qualquer utilização de um automóvel oficial terá de ser formalmente solicitada por escrito, com uma justificação detalhada da necessidade do transporte. Apenas casos excecionais serão aprovados, após uma avaliação rigorosa e autorização expressa da Secretaria de Coordenação Legal e Administrativa, atualmente liderada por Federico Sicilia.

“O objetivo é reorganizar a frota automóvel e os serviços de motoristas, restringindo o seu uso exclusivamente a atividades inerentes às funções oficiais”, refere o texto da disposição.

Além disso, cada secretaria dependente da Chefia de Gabinete deverá apresentar um levantamento completo dos veículos e recursos restituídos, o que segue a diretriz central do executivo: “não há dinheiro e os recursos devem ser reordenados”.

Austeridade, cortes e redução do Estado

Este corte no uso de veículos oficiais integra um pacote mais amplo de medidas de austeridade impulsionado por Manuel Adorni. Entre as principais ações estão:

  • Redução de pelo menos 20% do quadro de pessoal;
  • Eliminação de sobreposições estruturais;
  • Restrições severas a ajudas de custo e viagens de trabalho.

Fontes próximas da Chefia de Gabinete confirmaram também o fim das viagens em classe executiva com viáticos incluídos, passando a ser privilegiadas opções mais económicas ou alternativas logísticas.

Postagem Anterior Próxima Postagem