Esquerda tenta cancelar ministro da Educação, mas defesa inesperada vira o jogo
A esquerda tentou cancelar o ministro da Educação, Fernando Alexandre, acusando-o de preconceito social. No entanto, o ataque marcado por uma leitura enviesada e de má-fé, acabou por sair pela culatra quando uma voz inesperada surgiu em sua defesa: o comentador Daniel Oliveira. Conhecido pelas suas posições firmemente alinhadas à esquerda, Daniel Oliveira acabou por ficar do lado do ministro.
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| Ministro da Educação Fernando Alexandre |
A defesa não surgiu por acaso. Num dos seus próprios artigos, Daniel Oliveira já havia expresso, ainda que por outras palavras, exatamente a mesma ideia agora atribuída a Fernando Alexandre, o que expôs a incoerência das críticas feitas pelos seus aliados políticos e fragilizou a narrativa de um alegado preconceito contra os mais pobres.
Comecemos pelo fim, para perceber de onde surgiu toda esta descontextualização. Caso não tenhas paciência para ler o artigo completo, o essencial está resumido no próximo tópico.
O vídeo descontextualizado partilhado pelos órgãos de comunicação social
As declarações do ministro da Educação que originaram a polémica
Reações da esquerda: PS, PCP, Livre e Bloco acusam preconceito social
Alexandra Leitão não hesitou em mostrar que não sabe interpretar português.
— Politicamente Incensuravel (@P_Incensuravel) December 16, 2025
Ao invés de escutar preferiu ir na retórica de um populismo bacoco de má fé, para tentar denegrir a imagem de um homem independente,que o que disse foi o que Daniel Oliveira, DE ESQUERDA, sempre disse. https://t.co/3UWi2CvNZd
O PCP considerou as palavras “absolutamente execráveis” e anunciou a intenção de requerer uma audição urgente do ministro no Parlamento. Sem pensar duas vezes, e mesmo depois de o ministro da Educação já ter prestado esclarecimentos sobre a polémica artificial criada pela própria oposição - uma verdadeira tempestade num copo de água - a Juventude Comunista decidiu partilhar na rede social X um vídeo repleto de desinformação, às 22h21m, no qual descontextualiza as palavras do ministro, mesmo após o mesmo já se ter justificado.
Os comunistas são assim.
— Politicamente Incensuravel (@P_Incensuravel) December 17, 2025
O Ministro falou algo que embora fosse mal explicado deu para um bom entendedor perceber.
A esquerda cria uma tempestade num copo de água.
O ministro vem se justificar quando não precisava.
E os comunistas decidem lançar na mesma um vídeo falso. https://t.co/0aZrrucVNr
Também o Livre condenou as declarações, classificando-as como “estigmatizantes” e “graves”.
Como era de esperar, o Bloco de Esquerda não perdeu tempo e entrou nesta mentira. Joana Mortágua, com um discurso enviesado, apressou-se a afirmar que Fernando Alexandre teria feito uma relação de causalidade, acusando o ministro de estar contra os pobres. Ela afirma mesmo - "Fugiu-lhe a boca para a verdade".
Ventura alinhou-se à esquerda e, em vez de apurar toda a verdade sobre o caso, cedeu ao seu estilo populista e, no Twitter, criticou o ministro com as seguintes palavras:
O episódio torna-se ainda mais grave pelo facto de o comentário ter sido publicado no dia 17 de dezembro pelas 00:35, já depois de o ministro Fernando Alexandre ter dado uma explicação detalhada sobre o que disse.
Para agravar a situação, horas antes Ventura admitira não ter ouvido as declarações em direto e questionava se a interpretação poderia não corresponder à intenção do ministro:
"Eu quero aqui pôr a hipótese, porque eu não ouvi as declarações mesmo em direto, portanto eu ponho a hipótese de não ter sido isso ou essa a intenção, mas de facto foram declarações absolutamente lamentáveis, que espero que não se repitam e que mereçam do primeiro-ministro também o reparo de que o ministro da Educação não pode ofender aqueles que, tendo menos recursos, estão a estudar", declarou André Ventura.
A resposta do ministro
Ainda no mesmo dia, Fernando Alexandre e o seu gabinete emitiram esclarecimentos, afirmando que é “totalmente falso” que o ministro tenha responsabilizado os estudantes de baixos rendimentos pela degradação das residências ou dos serviços públicos.
Em entrevistas e num comunicado oficial, o ministro explicou que o que quis dizer foi que, quando um serviço público é utilizado exclusivamente por pessoas sem “voz” ou influência (devido à sua condição socioeconómica), há menor pressão sobre a gestão para investir e manter as infraestruturas , levando à degradação por negligência administrativa, e não por culpa dos utilizadores.
Revelou ainda que ele próprio foi bolseiro e viveu em residência universitária, sublinhando que a sua intenção era promover a diversidade social para melhorar a qualidade dos serviços. O Ministério divulgou a intervenção completa para demonstrar o contexto, insistindo que as críticas resultaram de uma interpretação descontextualizada.
Tão simples quanto isto.
— Politicamente Incensuravel (@P_Incensuravel) December 17, 2025
O problema de toda esta "polémica" foi um corte (trecho) feito pela comunicação social.
O homem literalmente preocupado e ainda o quiseram cancelar. https://t.co/hbO7sEQDDp
Apoios reforçados aos estudantes mais pobres contradizem narrativa da esquerda
Um detalhe que está a ser omitido no meio da polémica é que, no mesmo evento, Fernando Alexandre anunciou um reforço significativo dos apoios aos estudantes mais carenciados.
Além da bolsa de estudo, os alunos provenientes de famílias do escalão A do abono de família passarão a receber um apoio anual adicional de 1.045 euros, durante todo o curso superior.
Esta medida levanta uma questão incómoda para os críticos: faria sentido um ministro alegadamente “preconceituoso” anunciar, no mesmo momento, um reforço direto e estrutural dos apoios aos estudantes mais pobres?
E é neste sentido que a honestidade intelectual merece reconhecimento: Daniel Oliveira, intelectual de esquerda, contrariou todo o seu espectro político e, ao invés de seguir a narrativa dominante, decidiu apoiar o ministro.
Daniel Oliveira e o apoio inesperado a Fernando Alexandre
Se até Daniel Oliveira, figura de esquerda radical, apoia o ministro da Educação, então o debate sobre esta questão está definitivamente encerrado. https://t.co/eEjrvR2vKA
— Politicamente Incensuravel (@P_Incensuravel) December 17, 2025
