A presidente do México, Claudia Sheinbaum, voltou a gerar polémica ao propor, em tom reflexivo, a discussão sobre a substituição simbólica do termo tradicional “pátria” por “matria”, como forma de reconhecer a contribuição histórica das mulheres na construção da nação mexicana.
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| Claudia Sheinbaum propõe a introdução do termo "matria" na linguagem institucional mexicana |
A declaração foi proferida a 13 de dezembro de 2025, durante a inauguração do Centro LIBRE para as Mulheres em Ciudad Juárez, Chihuahua. Num discurso descontraído, Sheinbaum afirmou: "¿Por qué A de mujer? Porque es la patria. A lo mejor debería ser la matria, ¿verdad?" ("Porquê o A de mulher? Porque é a pátria. Talvez devesse ser a matria, não é?").
Na ocasião, a chefe de Estado retomou uma frase que ela própria havia popularizado meses antes — "patria se escribe con A de mujer" (Pátria escreve-se com A de mulher) —, que se tornou viral nas redes sociais, especialmente no TikTok, entre as jovens mexicanas. A expressão tinha sido utilizada anteriormente em agosto, durante a inauguração de uma outra unidade de apoio em Silao, altura em que os vídeos do discurso circularam amplamente nas plataformas digitais.
Não existem, contudo, sinais de propostas legais imediatas, como alterações à Constituição ou à letra do hino nacional, mas sim a clara intenção política de estimular um debate público sobre a linguagem, a semântica e a identidade nacional.
Importa realçar que o conceito de “matria” já é discutido há décadas em círculos académicos e quadrantes feministas no mundo hispanofalante. No México, país onde Sheinbaum se tornou a primeira mulher a ocupar o topo da Presidência, o debate ganha agora uma nova projeção institucional, dividindo opiniões no espaço público e digital.
