Voto Estratégico, Chega e Bipartidarismo: Porque Cotrim de Figueiredo é a Escolha Responsável para o Futuro de Portugal

Voto estratégico: entre o protesto e a responsabilidade

Cotrim de Figueiredo é a escolha responsável para o Futuro de Portugal - Opinião de Pedro Mota

Sou assumidamente apologista do voto estratégico, não por desprezar a emoção ou a indignação que muitas vezes movem os eleitorados, mas precisamente por acreditar que votar é um acto de responsabilidade com consequências reais e não apenas um desabafo momentâneo e também por saber que existem objectivos por detrás de quem apela ao chamado voto 'útil'.
Compreendo por isso o voto de protesto em André Ventura e entendo-o como um sinal de cansaço, de frustração acumulada perante décadas de promessas falhadas, de uma política que parece distante dos problemas concretos das pessoas, etc... Esse voto existe sim, tem razões e não deve ser menosprezado, no entanto, compreender não é o mesmo que concordar e é aqui que entra o meu voto. Olhando para o actual tabuleiro político e também após ter recorrido ao ChatGPT para reforçar a minha decisão, considero que o voto em João Cotrim Figueiredo seja a opção que melhor evita um retrocesso democrático que muitos parecem ignorar: a eventual saída de Ventura da liderança do Chega!

Esta saída não fortaleceria o sistema político, muito pelo contrário, enfraqueceria o partido de forma significativa. Basta olhar para o que o rodeia: uma estrutura dependente de uma só figura, com poucos sucessores e de muito pouca notoriedade que muitas vezes só são conhecidos pelos piores motivos.
Esse enfraquecimento teria um efeito imediato: a recuperação do Partido Socialista como principal força da oposição e a consequente acomodação do PSD no poder, voltando ao velho bipartidarismo que durante anos dominou e empobreceu a democracia portuguesa.

Um sistema que já foi quebrado com esforço e que não deveria ser restaurado por distração ou cálculo curto, ainda que possa o partido que a quebrou não ser o mais acarinhado pelo povo em geral ou o mais certo para governar o país.
Mas o meu voto em Cotrim Figueiredo não é apenas defensivo. É também afirmativo.

Vejo nele o único líder político com uma visão coerente para os jovens, não como slogan mas como prioridade estrutural. Fala de salários, de mobilidade social, de fiscalidade justa para quem trabalha e produz. Defende activamente o regresso dos emigrantes, não com apelos vazios ao patriotismo, mas criando condições reais para que valha a pena voltar.

Ao mesmo tempo, aborda a imigração sem tabus nem radicalismos, reconhecendo a sua importância económica e social mas defendendo o controlo do excesso, a integração efectiva e o respeito pelas regras. É uma posição equilibrada, rara num debate cada vez mais dominado por extremos.
Na economia e na tecnologia, Cotrim destaca-se pela clareza e pela modernidade. Fala do futuro com conhecimento, não com medo. Entende que crescimento económico, inovação tecnológica e competitividade não são inimigos da justiça social mas sim condições essenciais para que ela exista.

Quanto às restantes opções, a minha recusa é igualmente clara.
Não voto em Marques Mendes nem em António José Seguro precisamente porque representam o PSD e o PS: os dois partidos que já tiveram múltiplas oportunidades para reformar o país e falharam em fazê-lo de forma estrutural. Podem mudar os rostos, mas mantêm-se as lógicas, os vícios e a alternância estéril.

Também não voto em Gouveia e Melo não por desmerecimento do seu trabalho como Almirante da Marinha Portuguesa mas por convicção democrática. É certo que tivemos um exemplo positivo com Ramalho Eanes mas a regra histórica mostra-nos que militares não devem ocupar o centro da vida política. Não é essa a sua função nem a sua vocação institucional.

Num tempo em que as democracias são frágeis e as percepções contam tanto quanto os factos, essa escolha soa menos a estabilidade e mais a um perigoso desvio de papéis, algo que, nos dias que correm, facilmente evoca fantasmas que julgávamos ultrapassados.

Votar, para mim, não é apenas escolher quem me representa melhor hoje. É escolher o país que quero evitar amanhã. E é por isso que voto estrategicamente. É por isso que voto em Cotrim Figueiredo.

Politicamente Incensurável

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